Negociações salariais em Dourados frustram jornalistas

 

As negociações para renovação dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACTs) cuja data base é maio têm frustrado os jornalistas de Dourados. Por enquanto só se tem uma proposta concreta: a da RIT que ofereceu o IPCA do período de 9.96% no piso e nada mais. Em anos anteriores ela pelo menos reajustou o ticket alimentação.

A TV Morena acena com um índice ainda menor: 7%, mas o Sindicato dos Jornalistas Profissionais na Região da Grande Dourados (SINJORGRAN) ainda não recebeu o comunicado da empresa. Esse índice foi anunciado internamente.

O Jornal O Progresso com o qual o sindicato não consegue fazer negociação desde 2005 por conta das pressões internas pelo segundo ano consecutivo ventila não corrigir os salários.

No site douradosnews o acordo também está emperrado e a empresa acena com zero.

No Diário MS a situação é ainda pior porque há atrasos salariais de até quatro meses, problema que se arrasta há mais de um ano e há várias denúncias encaminhadas ao Ministério do Trabalho e Previdência Social.

Em junho de 2015 o SINJORGRAN convocou assembleia com os jornalistas da empresa para se iniciar uma greve ou se tomar outras providências, mas os presentes decidiram aguardar que a situação financeira da empresa melhorasse temendo que uma mobilização só piorasse a situação.

O sindicato tem se colocado à disposição da categoria, estimulado os jornalistas a serem mais combativos enquanto categoria. Ao longo da última década as empresas só têm reposto os índices oficiais, com exceção da RIT que incorporou a proposta de anuênio.

A TV Morena, por sua vez, oferece participação nos lucros que equivale quase a um 14º salário.

O SINJORGRAN não tem acordo com as demais empresas, de menor porte, por falta de interesse da parte laboral.

No geral, todos temem as demissões ou outras formas de retaliação.

O SINJORGRAN entende que o jornalista está sendo chamado para pagar o pato da crise; que falta compromisso com o capital humano; com os jornalistas que são os esteios dessas empresas sem menosprezar as outras categorias envolvidas.

Falta também melhor gestão no sentido de se prevenir contra eventuais crises e evitar o desânimo e o desgaste na data base.

Mesmo porque em períodos de prosperidade não se obtém ganho real e sempre culpa-se a crise como se o jornalista também não sofresse as consequências com o achatamento salarial e a precarização.

O sindicato discute alternativas para enfrentar essa situação, incluindo as convocações de mesas redondas no Ministério do Trabalho, Ministério Público do Trabalho e ações na justiça.

 

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