É na crise que a gente se une!

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Quando tudo está bem, cada um aproveita os benefícios como lhe convém. Mas, e quando as coisas vão mal? É o tal de mexeu com um, mexeu com todos. Na melhor das hipóteses, isso é que o deveria ser, é o que queremos.

Por isso, neste 7 de abril – Dia do Jornalista, para além das homenagens e felicitações, queremos lembrar que a cada ano se torna mais urgente a necessidade de estarmos juntos, conversar abertamente e pensar os caminhos que podem melhorar a nossa profissão.

Afinal, nossos problemas são os mesmos. A demissão em massa feita pelo jornal Correio do Estado nesta semana prejudicou diretamente os 15 jornalistas e suas famílias, mas o impacto foi sentido por todos, independentemente da distância em quilômetros da Capital.

Empregados e desempregados sentiram a dor desse corte, que se somou aos “passaralhos” que frequentemente são feitos nas redações dos grandes centros do país. No interior, pelo menos na Grande Dourados, não teremos demissão em massa porque as redações já são minúsculas. Quem possui 15 jornalistas? Ainda mais 15 para cortar. O que torna cada vaga fechada uma perda ainda maior.

Hoje vale lembrar que não somos números! Apesar dos gestores das empresas e departamentos de recursos humanos muitas vezes nos olharem assim. Hoje (e sempre) vale questionar: Existe jornalismo sem jornalista? O que as empresas de jornalismo vendem?

Partindo do princípio de que as empresas viabilizam seu negócio entregando a audiência da notícia para o anunciante da publicidade, a solução é demitir quem produz a informação? Só pode existir esse modelo de negócio? O que o público quer para se informar? Qual o melhor formato para alcançar o leitor/expectador/usuário? Como bancar os custos da produção de notícias para um público cada vez mais exigente, mas que não quer pagar? A notícia é um produto ou um serviço?

Enfim, quem quiser se contentar com as mensagens de parabéns recebidas uma vez ao ano, que seja feliz! Quem estiver incomodado com os muitos pontos de interrogação que rodeiam nosso fazer, venha para o Sindicato! Por enquanto ele é o único espaço representativo e criado, por nós mesmos, para a hora em que as coisas vão mal, para os problemas trabalhistas, denúncias e violências. As crises são muitas, tanto em nossa profissão quanto no cenário nacional de retirada dos direitos dos trabalhadores. Podemos nos unir, basta coragem.

 

SINJORGRAN – É na crise que a gente se une!

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