“Sem jornalista não existe jornalismo”, afirma nota do Sinjorgran contra a MP 905

contra mp assembleia

 

Envolver os jornalistas, a sociedade e a classe política é um dos objetivos do plano de luta contra a Medida Provisória 905/2019, que revogou em 12 de novembro a necessidade de registro profissional para o exercício de 14 categorias, entre elas a de jornalistas, publicitários e radialistas.

Uma das ações para sensibilização sobre o retrocesso dessa MP foi a produção de um manifesto durante a assembleia do último sábado (30), no Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Região da Grande Dourados (Sinjorgran). A nota finaliza com o seguinte convite: “Lutemos juntos para que acabe essa onda de ataques à nossa profissão. Vamos sensibilizar a sociedade sobre a importância do jornalismo para a democracia. É hora de pressionar os parlamentares para que eles retirem da Medida Provisória os itens que reduziram os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e também os que alteraram os artigos do Decreto-Lei 972/1969, que dispõe sobre o exercício da profissão de jornalista. Afinal, sem jornalista não existe jornalismo”.

Além do manifesto, as próximas atividades para colocar em prática o plano de luta serão as visitas às principais redações das empresas de jornalismo e publicidade para mobilizar os comunicadores, a partir desta quarta-feira (4), que é o Dia Nacional de Luta contra a MP 905, e convidá-los a publicarem vídeos em defesa do profissionalismo na área, utilizando a hashtag #TodosContraMP905. Já para segunda-feira (9), foi solicitada a participação na Tribuna Livre da Câmara de Vereadores de Dourados, com objetivo de articular os parlamentares locais e com isso fortalecer a rede de apoio político ao registro profissional.

Outras iniciativas ainda serão realizadas em dezembro para conseguir o posicionamento dos deputados federais e senadores do estado sobre a causa, em parceria com o SindJor-MS (Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Mato Grosso do Sul), e para articular as entidades e movimentos sociais de Dourados para defenderem o profissionalismo na Comunicação.

O plano de luta aprovado em assembleia do sindicato dos jornalistas foi elaborado anteriormente, na reunião feita em 26 de novembro, no Plenarinho da Câmara de Vereadores, entre Sinjorgran, Clube de Imprensa, Associação de Cronistas Esportivos de Mato Grosso do Sul (Acems), curso de Publicidade e Propaganda da Unigran e Atlética de Publicidade e Propaganda. Nessa data, todas as entidades de comunicação comprometeram-se a publicarem notas contra a MP 905.

FENAJ

No Dia Nacional de Luta, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) enviará uma comitiva a Brasília para agenda com os presidentes da Câmara Federal, Rodrigo Maia, e do Senado Federal, Davi Alcolumbre. Paralelamente, os sindicatos estarão em contato com os parlamentares que representam seus estados de origem para dialogar sobre a importância da retirada dessa MP, que altera diversos pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), se configurando em uma nova Reforma Trabalhista.

CONTATO
O telefone do Sinjorgran é o (67) 3422-5540 e o e-mail: sinjorgran@gmail.com. O site (https://sinjorgranms.wordpress.com/), assim como o Facebook (@sinjorgran.dourados) e o Instagram (@sinjorgran), também estão disponíveis com informações aos interessados.

 

MANIFESTO PELO REGISTRO PROFISSIONAL DE JORNALISTA

 

Ao extinguir o registro profissional para os jornalistas, a Medida Provisória 905/2019, publicada em 12 de novembro pelo presidente Jair Bolsonaro, acabou com o que garantia o mínimo necessário à atuação profissional qualificada.

 

 

O fim do controle entre quem é profissional e quem é amador é um golpe que pretende negar a necessidade do jornalismo ser feito por especialistas. No entanto, é óbvio que o fazer jornalístico não é para qualquer um.

 

 

Colocando o interesse público acima de todos os constrangimentos políticos e econômicos, o jornalista deve pesquisar a pauta, entrevistar diferentes fontes, dar lugar ao contraditório, checar as informações até a exaustão, embasar os dados em provas e documentos, contextualizar o acontecimento e ainda usar de todas as ferramentas de linguagem disponíveis para apresentar o conteúdo da forma mais clara e atraente ao leitor, no menor espaço de tempo possível. Quanto mais qualificado for o jornalista, melhor será o resultado.

 

 

Agora quem afirma ter a imprensa como inimiga, foge das perguntas, impede a transparência e prolifera mentiras está muito interessado em atacar os profissionais independentes que estão eticamente comprometidos com o direito fundamental do cidadão à informação, garantido na Declaração Universal dos Direitos Humanos (art. 19) e na Constituição Federal (art. 5º).

 

 

É preciso defender os jornalistas e o jornalismo. Lutemos juntos para que acabe essa onda de ataques à nossa profissão. Vamos sensibilizar a sociedade sobre a importância do jornalismo para a democracia. É hora de pressionar os parlamentares para que eles retirem da Medida Provisória os itens que reduziram os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras e também os que alteraram os artigos do Decreto-Lei 972/1969, que dispõe sobre o exercício da profissão de jornalista. Afinal, sem jornalista não existe jornalismo.

 

Dourados, 30 de novembro de 2019

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