Orientações sobre Covid-19 para jornalistas e profissionais da comunicação

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covid orientações sinjorgranO Sinjorgran (Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Região da Grande Dourados) parabeniza tod@s @s jornalistas e profissionais de comunicação pelo grande trabalho desenvolvido, especialmente neste momento para informar o povo brasileiro.  O jornalismo, tão criticado e atacado, se mostra, mais uma vez, essencial no combate ao Coronavírus. E por meio deste documento vem propor ações, com base nas orientações da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas) em três frentes: recomendações às empresas jornalísticas, orientações aos jornalistas e funcionamento das assessorias de imprensa de acordo com situação do Estado, tanto para serviço público quanto para o privado.

Consideramos a necessidade de manter a regularidade dos serviços para a qualidade das informações e o combate também as Fake News. Respeitar o jornalismo é defender a democracia, a saúde pública, pois sabemos que a notícia falsa coloca vidas em risco e informação produzida com seriedade é fundamental para o país.

Devemos proteger ao máximo as pessoas, portanto, sugerimos:

  • A readequação do trabalho jornalístico, com a realização imediata de home office (trabalho em casa) no maior número de atividades e funções possíveis. Em especial para profissionais com 60 anos ou mais, gestantes, jornalistas com doenças crônicas e deficiência imunológica, jornalistas que não tenham com quem deixar os filhos menores ou que vivam com pessoas da família na mesma residência em situação de vulnerabilidade à doença. Os profissionais devem ainda ser orientados pela chefia e receber apoio para terem os equipamentos necessários, como telefones funcionais ou computadores, custos de internet e energia elétrica, arcados pela empresa.

 

  • Não sendo possível o home office, redução para 50% de pessoas ou menos nas áreas administrativas e jornada em rodízio, com suspensão de ponto eletrônico com biometria e entrega de itens básicos para proteção, inclusive em atividade externa, como álcool em gel e máscaras em locais com pessoas infectadas, evitando locais possíveis de maior risco de contaminação, como hospitais. Lembrando que máscaras cirúrgicas convencionais não protegem pessoas saudáveis.

 

  • Para atividades em ilhas de edição e estúdios de gravação, redações de sites, rádios e jornais, evitar ao máximo que estes locais de maior confinamento tenham duas pessoas ao mesmo tempo.

 

  • É importante, por isso, reforçar a higienização, a limpeza do ambiente e evitar o compartilhamento de objetos, como microfone, câmeras, teclados, telefones, rádios, gravadores e até mesmo maquiagem. Se possível, identificar para que sejam sempre usados pelo mesmo profissional.

 

  • Uma vez caracterizada a contaminação no exercício profissional deverá o caso ser tratado como doença profissional e o empregador deve arcar com todos os custos, sendo que as pessoas com suspeitas devem ser dispensadas de qualquer atividade profissional, mesmo que não tenham resultado de exames positivos, sem corte nos vencimentos. Trata-se de responsabilidade social com a coletividade.

 

  • Disponibilização de vacinas e custeio de tratamento pelas empresas para profissionais sem plano de saúde. Reconhecer e negociar com o Sindicato para identificar ameaças à saúde, direitos e bem-estar dos jornalistas e desenvolver e implementar respostas nos locais de trabalho.

 

  • Viagens a trabalho apenas em casos absolutamente essenciais, para cobertura de fatos jornalísticos. No mais, optar por oferecer entrevistas das fontes por videoconferência ou telefone. Reforçando que somente se estritamente necessárias ou essenciais à fonte deverá ser consultada sobre viagens recentes, antes do agendamento de pautas. Suspensão imediata de coletivas de imprensa feitas presencialmente, optando, assim, pelo repasse de informações à distância, por meio de notas, e-mails, ou mesmo, através da realização de teleconferências.

 

  • Quem tiver retornado de viagem do exterior deverá ficar em isolamento. Além disso, sempre rigorosa as observações às orientações do Ministério da Saúde e órgãos competentes.

Estamos enfrentando um grande desafio, que nos exige bom senso e responsabilidade. O Sinjorgran estará atento, por isso cobra uma postura responsável das empresas, zelando pelos colegas de profissão, ficando aberto para o diálogo.  O e-mail sinjorgran@gmail.com está à disposição para demandas.

Dourados, 21 de março de 2020.

Diretoria do Sinjorgran

 

 

 

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